
Desenvolvimento de core financeiro: como a ineficiência do time de TI impacta o mercado?
Você já sabe que a evolução do setor financeiro está diretamente ligada ao avanço da tecnologia. Afinal, bancos, fintechs e instituições financeiras precisam de soluções digitais para garantir eficiência, segurança e inovação, e a qualidade técnica do core financeiro é essencial para sustentar operações estratégicas e competitivas.
Mas vale lembrar que a ineficiência no desenvolvimento de software para fintechs e instituições tradicionais compromete a competitividade das empresas. Atrasos, dificuldades na integração de novas tecnologias e problemas operacionais impactam a experiência do cliente e a geração de receita. E, assim, times desestruturados reduzem a capacidade de inovação.
Neste artigo, exploramos como a ineficiência na criação de software afeta o mercado financeiro e apresentamos estratégias para superá-la. Continue a leitura e descubra como tornar sua equipe mais eficiente e competitiva!
O papel do desenvolvimento de software no mercado financeiro
O setor financeiro passa por uma revolução digital com a adoção de tecnologias como Inteligência Artificial, blockchain, APIs abertas e parcerias com fintechs. A eficiência das equipes de desenvolvimento impacta diretamente produtos do core financeiro como:
- Pagamentos digitais e carteiras eletrônicas;
- Banco online e neobancos;
- Plataformas de empréstimos e crédito;
- Criptomoedas e blockchain.
A criação de software financeiro abrange diferentes funções essenciais, como gestão de cobranças, disputas de pagamento e segurança digital. Consequentemente, a alocação de recursos para tecnologia tem aumentado consideravelmente, reforçando a necessidade de equipes altamente produtivas e bem estruturadas.
Além disso, o desenvolvimento de novas tecnologias pode ser um agente de transformação social. Um exemplo notável é o Pix, que ampliou o acesso a serviços financeiros para milhões de pessoas antes excluídas do sistema bancário tradicional. Pagamentos instantâneos, redução de custos em transações e maior inclusão digital são apenas alguns dos impactos positivos promovidos por inovações no core financeiro.
As soluções digitais proporcionam maior transparência, acessibilidade e democratização dos serviços financeiros. Assim, tecnologias como open finance e moedas digitais permitem que mais pessoas participem da economia digital, impulsionando o desenvolvimento econômico e social.
Dessa forma, o investimento em inovação no core financeiro não só melhora a competitividade das empresas, mas também gera benefícios significativos para a sociedade.
Ineficiências e seus impactos diretos no core financeiro

A ineficiência no desenvolvimento de software para fintechs e instituições tradicionais pode gerar impactos negativos em cascata no core financeiro. Vamos explorar os principais desafios e como eles afetam o mercado.
Metodologias e equipes desatualizadas
O impacto de processos antiquados ou ineficazes é significativo, incluindo o uso limitado de metodologias ágeis e a falta de automação no ciclo de desenvolvimento. Instituições tradicionais, como bancos e seguradoras, enfrentam dificuldades na modernização de processos internos devido à falta de atualização tecnológica e resistência à mudança.
Além disso, a ausência de um mapeamento adequado e contínuo dos stakeholders pode levar a decisões desinformadas, retrabalhos e riscos não alinhados. O não envolvimento de pessoas-chave no projeto pode resultar em custos elevados, exposição negativa da empresa perante órgãos reguladores e perda de credibilidade com o público-alvo.
Turnover elevado
Outro ponto é a alta rotatividade, que impacta diretamente os custos operacionais e o desempenho das equipes. A substituição frequente de profissionais exige investimentos em recrutamento, treinamento e integração, comprometendo a continuidade dos projetos e a retenção do conhecimento técnico essencial para a evolução do software financeiro.
A perda de know-how técnico afeta a estabilidade do core financeiro e dificulta a entrega de soluções inovadoras. Dessa forma, o tempo necessário para a adaptação de novos talentos desacelera o desenvolvimento, gerando atrasos e retrabalho. Esse ciclo prejudica a qualidade do software para bancos e fintechs, impactando sua competitividade.
Falta de integração entre equipes
Os silos entre times de tecnologia e negócios atrasam decisões estratégicas e dificultam a implementação de soluções inovadoras no core financeiro. A falta de compartilhamento de metas e OKRs entre as equipes cria desalinhamento, prejudicando a colaboração e a execução eficiente dos projetos.
O compartilhamento de metas pode ser um facilitador na integração entre equipes como comercial, produtos e engenharia. Quando objetivos são alinhados, há maior sinergia e engajamento para o atingimento do bem comum, melhorando a produtividade e reduzindo conflitos internos.
Gestão inadequada de backlog
Sabe outro ponto que pode gerar ineficiências e retrabalho? Uma gestão inadequada de backlog! Implementar planos de ação que promovam a revisão constante e a priorização alinhada com todos os decisores é essencial para garantir um direcionamento estratégico atualizado e eficaz.
Alinhar todos os stakeholders sobre quais iniciativas estão em andamento e o motivo da priorização de determinadas ações fortalece a transparência e reduz falhas de comunicação. Isso evita desalinhamentos que resultam em custos elevados, desperdício de tempo e atrasos no desenvolvimento do core financeiro e outras soluções essenciais.
Indicadores de ineficiência no desenvolvimento do core financeiro
Monitorar métricas é essencial para identificar gargalos no core financeiro. Indicadores-chave incluem:
- Tempo médio de entrega (lead time);
- Retrabalho e falhas em produção;
- Custos com bugs não detectados no desenvolvimento.
Além disso, a falta de planejamento e manejo adequado de recursos técnicos pode comprometer significativamente a produtividade. Distribuir tarefas sem considerar a senioridade e a disponibilidade de tempo dentro da sprint pode levar a desequilíbrios no fluxo de trabalho, aumentando a sobrecarga de alguns profissionais e reduzindo a eficiência geral.
Melhores práticas para superar ineficiências e otimizar resultados

O desenvolvimento de software financeiro eficiente exige não apenas boas práticas técnicas, mas também uma gestão integrada entre equipes técnicas e stakeholders externos.
A adoção de práticas estruturadas para otimizar nossos processos e mitigar ineficiências garante a entrega de um core financeiro de qualidade com previsibilidade e inovação contínua.
Conversamos com Leonardo Mussolino, Analista de Negócios da DB1, para nos explicar como essas práticas são implementadas dentro do time de desenvolvimento e fora do time de desenvolvimento (com stakeholders e demais áreas da empresa). Veja a seguir os principais insights:
Estratégias para eficiência técnica dentro do time de desenvolvimento
1. Pair Programming e Pair Testing
O uso de pair programming e pair testing reduz riscos e melhora a qualidade do código, permitindo que dois desenvolvedores colaborem ativamente. Essa prática reduz bugs e aumenta a disseminação de conhecimento dentro do time.
2. Brown Bag Sessions e Knowledge Transfers (KT)
A troca de conhecimento é essencial para evitar dependência de especialistas isolados. Promovemos reuniões periódicas (Brown Bags e KT) para que os desenvolvedores compartilhem aprendizados sobre tecnologias, frameworks e desafios enfrentados nos projetos.
3. Respeito às cerimônias e time boxes
As cerimônias ágeis, como Retrospectivas e Reviews, são fundamentais para mapear problemas e definir planos de ação. Garantimos que essas reuniões sejam respeitadas, proporcionando ciclos de melhoria contínua.
4. Clareza nos critérios de desenvolvimento (DoR e DoD)
Ter critérios bem definidos para início e finalização das tarefas evita retrabalho. O Definition of Ready (DoR) assegura que uma tarefa está madura para desenvolvimento, enquanto o Definition of Done (DoD) define os critérios para entrega de qualidade.
5. Gestão eficiente da capacidade da sprint
Garantimos que a distribuição de tarefas seja balanceada e compatível com a senioridade e disponibilidade dos desenvolvedores. O time trabalha com até 80% de foco em tarefas planejadas, deixando espaço para imprevistos, evitando sobrecarga e garantindo previsibilidade.
6. Monitoramento contínuo
O uso de métricas de desempenho permite avaliar gargalos, identificar retrabalho e acompanhar a evolução das entregas. Ferramentas de monitoramento e dashboards ajudam na transparência e melhoria contínua.
7. Sprint com objetivos claros
Cada sprint deve ter um objetivo bem definido, garantindo que o time compreenda o impacto do que está sendo desenvolvido. Isso alinha expectativas e facilita a priorização de tarefas essenciais para o produto.
8. Sessões de feedback constantes
Reuniões periódicas de feedback são promovidas para entender as dificuldades dos desenvolvedores e melhorar o ambiente de trabalho, além de fortalecer a cultura de aprendizado e colaboração.
9. Proteção do foco do time técnico
Evitar interrupções constantes é essencial. O time técnico tem um ponto focal para lidar com mudanças e interferências externas, garantindo que o planejamento da sprint não seja comprometido.
Fora do time de desenvolvimento: integração com stakeholders e gestão estratégica
1. Contato recorrente com stakeholders
Manter pontos de contato regulares com todos os envolvidos garante alinhamento sobre progresso e impedimentos. Vale lembrar que a cadência dessas interações é definida conforme a necessidade do projeto.
2. Matriz de risco atualizada
Criamos e mantemos uma matriz de risco para todas as iniciativas, antecipando possíveis desafios e garantindo que os riscos sejam gerenciados de forma eficaz.
3. Documentação funcional disponível
Manter a especificação funcional sempre atualizada e acessível aos stakeholders melhora a comunicação entre equipes e reduz dúvidas sobre funcionalidades em desenvolvimento.
4. Planejamento de produto transparente
Uma visão clara do roadmap ajuda todos os times envolvidos a compreenderem os próximos ciclos de desenvolvimento, promovendo um planejamento estratégico alinhado e minimizando surpresas.
5. OKRs compartilhados
Definição, revisão e compartilhamento de OKRs relacionados às iniciativas garantem que todas as equipes tenham clareza sobre os objetivos estratégicos e a importância de cada entrega.
6. Validação de entrega e geração de valor
Toda funcionalidade deve ser validada com base no impacto real para o usuário final. Monitoramos métricas de adoção, coletamos feedback estruturado de usuários e stakeholders para ajustes iterativos e, sempre que aplicável, realizamos testes de usabilidade ou MVPs antes da implementação em larga escala.
Assim, avaliamos continuamente se a solução resolve o problema identificado e ajustamos conforme necessário para maximizar o valor entregue.
Conclusão
A ineficiência no desenvolvimento de software para fintechs e instituições financeiras tradicionais pode comprometer não apenas a competitividade das empresas, mas também a experiência do cliente e a inovação no setor. No entanto, com práticas bem estruturadas e uma gestão integrada, é possível superar esses desafios e garantir entregas de alta qualidade.
Investir em um core financeiro robusto e em equipes eficientes é essencial para se destacar em um mercado cada vez mais digital e competitivo. E, como vimos, a criação de software de qualidade não beneficia apenas as empresas, mas também a sociedade como um todo, promovendo inclusão e inovação.
Se você quer saber mais sobre como otimizar o desenvolvimento do core financeiro da sua empresa, você está convidado pela DB1 para conversarmos e encontrar a melhor solução. Acesse nosso site para conhecer melhor nossas metodologias e descobrir como podemos ajudar a impulsionar a eficiência e a inovação no seu negócio.

